Consultoria para varejo: o foco agora é a descoberta
O mercado de varejo brasileiro enfrenta uma profunda transição em seu modelo de negócios. Após anos de investimentos intensos em logística, integração omnichannel, automação e personalização, a eficiência operacional deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma expectativa mínima do consumidor.
De acordo com um artigo publicado no blog de Neil Patel por Rafael Marques, Diretor de Marketing na NP Digital Brasil, o setor entrou no que a agência classifica como o “ponto de inflexão da eficiência”. Nesse cenário, praticamente todas as empresas possuem acesso às mesmas ferramentas tecnológicas, mas poucas conseguem capturar a atenção do público de forma consistente.
Como a NRF 2026 consolida a mudança no setor
A edição da NRF 2026 consolidou que velocidade operacional e automação sozinhas não garantem crescimento sustentável. Com a introdução do Universal Commerce Protocol (UCP), a inteligência artificial deixa de apenas responder perguntas e passa a participar ativamente da jornada de compra, sintetizando contextos e apresentando opções diretas ao consumidor.
Esse novo cenário exige que consultores e lojistas reformulem suas estratégias de busca digital. A recomendação é migrar do SEO tradicional para conceitos como GEO (Generative Engine Optimization) e Search Everywhere Optimization, garantindo que suas marcas sejam interpretadas e recomendadas por sistemas inteligentes.
O papel da inteligência artificial na jornada de compra
Os sinais dessa transformação já são visíveis no comportamento do consumidor. Conforme dados divulgados pela NP Digital, já são registradas cerca de 104 milhões de consultas de compra por dia em LLMs, um volume que dobra a cada seis meses.
Além disso, durante a Black Friday de 2025, 38% das sessões na Amazon utilizaram o assistente de IA Rufus. Essa ferramenta gerou uma conversão 60% maior do que as sessões tradicionais na plataforma.
Transparência e confiança como ativos estratégicos
Diante de um mercado saturado por conteúdos sintéticos, a confiança tornou-se um ativo econômico estratégico. Estatísticas apresentadas por Neil Patel no evento FFX Experience revelam que 95% dos consumidores apontam a expertise como o principal driver de confiança.
Além disso, 90% exigem transparência absoluta das marcas. O estudo também aponta que 91% dos consumidores confiam mais em empresas que exibem reviews negativos honestos em suas plataformas.
