Vendas no varejo dos EUA sobem 0,5% em abril

As vendas no varejo nos Estados Unidos registraram um crescimento de 0,5% em abril de 2026, atingindo o montante de US$ 757,1 bilhões. De acordo com dados divulgados pelo Census Bureau do Departamento de Comércio norte-americano e reportados pelo InfoMoney, o resultado veio em linha com as projeções do mercado. O avanço ocorre após o índice de março ter sido revisado ligeiramente para baixo, passando de uma alta de 1,7% para 1,6%.

Como a inflação e os combustíveis afetaram o resultado?

Embora o resultado aponte para a resiliência do consumo, analistas apontam que boa parte do crescimento nominal foi impulsionada pela inflação. O conflito geopolítico envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã pressionou os preços de energia, resultando em um salto de 12,3% nos preços da gasolina em abril, segundo a Administração de Informações sobre Energia (EIA). Consequentemente, o faturamento dos postos de combustíveis registrou alta de 2,8% no mês.

Qual foi o desempenho por setores no período?

Excluindo o setor de automóveis, as vendas varejistas avançaram 0,7% no período. Já o chamado grupo de controle — que exclui concessionárias, postos de gasolina, serviços de alimentação e materiais de construção, sendo muito utilizado para o cálculo do PIB — registrou alta de 0,5%, superando a projeção de 0,4% dos economistas.

Em contrapartida, alguns segmentos registraram quedas expressivas:

  • Móveis: retração de 2,0% nas vendas do setor.
  • Vestuário: queda de 1,5% no período analisado.

O que sustentou o consumo das famílias temporariamente?

De acordo com economistas consultados pela Reuters, o fôlego das famílias de menor renda foi parcialmente sustentado por restituições de impostos federais mais robustas neste ano. Dados do Serviço Interno de Receita (IRS) indicam que o valor médio devolvido aos contribuintes cresceu US$ 323 até o fim de abril em comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, analistas alertam que esse amortecedor tende a se dissipar nos próximos meses diante da persistência inflacionária.

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