Convocação da Seleção anima varejo para a Copa de 2026
A convocação oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 gerou um impulso imediato no comércio varejista nacional. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, assinada por Mariana Grasso e Richard Henrique, estima-se que o torneio leve cerca de 99,2 milhões de brasileiros às compras. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil indica que aproximadamente 60% dos consumidores pretendem adquirir produtos ou serviços para o evento.
Como o comércio popular reagiu à convocação?
O anúncio dos jogadores selecionados pelo técnico Carlo Ancelotti, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, movimentou rapidamente os polos de comércio popular em São Paulo. No Brás, a inclusão de Neymar Jr. na lista funcionou como um forte atrativo de vendas, segundo Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás.
Na Rua 25 de Março, o vendedor Gildo Silva dos Santos relatou que as vendas de camisetas da seleção saltaram de 30 para 70 unidades diárias logo após a divulgação da lista oficial. Pierre Sfeir, proprietário da loja Festa e Fantasias na Ladeira Porto Geral, também confirmou o aumento na procura por itens como vuvuzelas, apitos e cornetas.
Quais são as projeções para supermercados, bares e restaurantes?
Os setores de alimentação e abastecimento também projetam números positivos para o período do torneio. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) espera superar a alta de 30% no faturamento registrada na primeira semana da Copa anterior.
Para o setor de supermercados, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) estima um crescimento de 6% a 8,5% nas vendas, índice que varia conforme o desempenho do Brasil em campo. Segundo dados da CNDL, os itens mais procurados para as reuniões de torcedores incluem:
- Bebidas não alcoólicas (68%)
- Salgadinhos (62%)
- Carnes (60%)
- Cervejas (59%)
Como a cautela econômica afeta o comportamento do consumidor?
Apesar do entusiasmo, o cenário de consumo em 2026 deve ser marcado por maior cautela financeira. Um estudo da Scanntech Brasil indica que o tradicional churrasco bovino deve ceder espaço ao espetinho de frango e a petiscos de air fryer, enquanto cervejas sem álcool e refrigerantes diet ganham preferência para driblar o orçamento apertado.
O economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, alerta que o endividamento das famílias pode limitar compras de maior valor, como a troca de televisores, exigindo cautela para evitar uma desaceleração nas vendas do varejo no segundo semestre.
